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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sabores e emoções

Já li alguma coisa que tratava das emoções ligadas aos sabores. Bem, creio que isso tem lógica, pois sabemos que quando estamos ansiosos comemos normalmente doces. Acho que o doce realmente ajuda a "acalmar" um pouco do nosso descontrole emocional. Mas, não podemos nos apegar apenas na questão do doce, pois algumas pessoas nem gostam muito de doces e comem da mesma forma quando ansiosas, o salgado.
Porque estou falando disso? Simples, porque conheço diversas ´pessoas que estão nessa situação. Eu também estive nesses dias que antecedem este post. Sabe como é, comer é um alento.
Mas o que fazer então contra essas emoções. Aí vem uma lista de cisas que qualquer um poderia fazer, tipo horóscopo que você lê no jornal, serve para todos, um apanhado geral. Penso que ao estar na fase aguda do seu problema, o melhor mesmo é tentar ocupar a cabeça e principalmente o corpo com coisas para fazer, assim você não tem tempo para ir "fazer uma boquinha".
Escrevendo parece fácil, não é...De ante mão já digo, não é. Iludir-se é bobagem. Parto do pressuposto que você sabe que está num momento ruim, então também tem que ter a consciência de que está se iludindo ao comer.
Eu engordei horrores e agora vem as consequências de tudo isso, não fiz um pequeno mal, mas um grande, pois aos 46 anos aquela gordurinha virou um problemão...
Pensar em você em primeiro lugar é importante, dar crédito às suas necessidades emocionais é muito importante, acreditar que um dia a crise vai passar é fundamental e ter em mente a pergunta: Que tipo de pessoa quero ser quando isso acabar?
Melhor escolher a fortalecida e sem culpas de ter engordado porque comeu demais (como eu... vixi)
Beijos

Sabores e emoções

Já li alguma coisa que tratava das emoções ligadas aos sabores. Bem, creio que isso tem lógica, pois sabemos que quando estamos ansiosos comemos normalmente doces. Acho que o doce realmente ajuda a "acalmar" um pouco do nosso descontrole emocional. Mas, não podemos nos apegar apenas na questão do doce, pois algumas pessoas nem gostam muito de doces e comem da mesma forma quando ansiosas, o salgado.
Porque estou falando disso? Simples, porque conheço diversas ´pessoas que estão nessa situação. Eu também estive nesses dias que antecedem este post. Sabe como é, comer é um alento.
Mas o que fazer então contra essas emoções. Aí vem uma lista de cisas que qualquer um poderia fazer, tipo horóscopo que você lê no jornal, serve para todos, um apanhado geral. Penso que ao estar na fase aguda do seu problema, o melhor mesmo é tentar ocupar a cabeça e principalmente o corpo com coisas para fazer, assim você não tem tempo para ir "fazer uma boquinha".
Escrevendo parece fácil, não é...De ante mão já digo, não é. Iludir-se é bobagem. Parto do pressuposto que você sabe que está num momento ruim, então também tem que ter a consciência de que está se iludindo ao comer.
Eu engordei horrores e agora vem as consequências de tudo isso, não fiz um pequeno mal, mas um grande, pois aos 46 anos aquela gordurinha virou um problemão...
Pensar em você em primeiro lugar é importante, dar crédito às suas necessidades emocionais é muito importante, acreditar que um dia a crise vai passar é fundamental e ter em mente a pergunta: Que tipo de pessoa quero ser quando isso acabar?
Melhor escolher a fortalecida e sem culpas de ter engordado porque comeu demais (como eu... vixi)
Beijos

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

História de Nick Vujicic (legendado em português)

As vezes nossas tristezas são tão profundas que precisamos de exemplos de pessoas que passam por situações que para alguns de nós seriam inimagináveis. Veja esse vídeo e pense como eu pensei...Beijokas

Novos dias

O tempo é o melhor remédio sempre. Nem sempre é fácil ouvir essa frase, mas é a pura realidade. Não penso que irei me refazer de tudo o que houve. Creio que jamais serei eu mesma.
Comentei esses dias com ma pessoa amiga que me tornei mais humilde. Acho que precisamos mesmo é fazer um balanço de quem smos, o que nos tornamos e para onde estamos indo ( sempre ). Penso que de tudo que fiz, fiz o suficiente. Não posso pensae menos, pois nada vai ser mudado. Apenas preciso baixar a cabeça e tentar ser melhor , ouvir mais, falar menos e ser mais firme.
No mais vou levando, direcionando mais minha vida para as pessoas que estão mais perto e que necessitam de mim.
Graças ... O sol apareceu, mais luz, mais momentos de sair da toca e viver a vida.
Beijos

domingo, 20 de novembro de 2011

Minha explicação

Preciso dar uma explicação melhor sobre o que está acontecendo em minha vida e o porque estou escrevendo essa blog. Bem a coisa toda é de simples explicação, mas de complicado entendimento.
Tudo começou há muito tempo, creio que quando me separei.mas o clímax foi agora no dia 07 de Outubro, numa sexta feira. Meu filho mais velho de 16 anos, me disse que ia andar de skate e voltaria as 20:00hs, pedi que chegasse as 18:00hs, ele disse que sim. Mas só fui revê-lo 12 dias depois, numa cidade do litoral do Paraná, largado ao sabor da rua.
Creio que foi um conjunto de coisas que contribuíram para esse desfecho, foi a separação há 11 anos, a adolescência, os amigos, a busca da liberdade utópica, as brigas em casa, sua inércia, a vontade de não ter responsabilidades, o TDAH, e sei la mais o que....acho que eu também.
Por isso de meu desabafo, sinto que dei o que pude de mim, até demais, e perdi a mão. Não tive humildade o suficiente para ouvir as coisas que meu filho me dizia, a sua infelicidade era tão grande que o fato de insistir que ele ficasse comigo o levou a ir embora.
Porém não consigo perdoar a atitude, o cinismo, a mentira... Enfim, as coisas erradas que sempre apontei. Me vi afrontada, me vi desmoralizada. Achei que. Eu amor era suficiente, que nossas conversas bastavam, que nossa amizade e confiança eram sólidas, que o fato de ser mãe e dar todo meu amor e tudo que eu podia eram suficientes. Não eram.
Ele precisava de espaço, precisava do pai, precisava de sei la o que.
Tive vergonha de dizer tudo isso, tive medo de admitir que falhei, tive horror de ser julgada. Mas fiz pior: me julguei, me puni, me violentei.
Hoje tenho mais humildade de aceitar que ele está melhor sem mim. Rogo aos céus pela sua felicidade, abdiquei de achar que comigo ele estaria melhor, pelo simples fato de achar que filhos tem que ficar com a mãe, pois estas saem o que eles precisam.... Errei.....
Amo meu filho, mas estou magoada demais ainda. Não só pela fuga, mas pelo descaso, cinismo, arrogância e pela atitude punitiva que ele esta ostentando agora.... Ele não me liga, não me da mais atençao nem nada...tem me tratado com descaso....
Acho que expliquei melhor....
É isso...
Bjs

Um poco de explicação

Uma amiga minha me pdiu uma explicação sobre o que sta acontecendo na minha vida. Sei que não ficou muito claro para algumas pessoas. Então aí vai....
Tenho um filho de 16 anos, um de 14 e um bebê que amanhã fará 6 meses. No dia 07 de outubro, uma sexta feira, o mais velho

Uma explicação melhorada......

Uma amiga postou um comentário, não sabendo muito em quantas andam as coisas na minha vida....
Difícil para mim ter falado abertamente. Vi isso, não consegui escrever de pronto o que houve, porque a dor era insuportável, aterradora. Ainda estou em luto, mas agora já é mais suportável.
  1. A história é sobre meu filho mais velho. Andamos as turras a um bom tempo, desde que ele era pequeno essa é a verdade. Não soube nunca ouvi- lo, pois ele sempre me disse que queria morar com o pai (somos separados desde que ele tinha 5 anos). Enfim, agora aos 14 anos a coisa ficou muito ruim, foi um relacionamento sofrido. Cheio de brigas que a cada dia ficavam mais cruéis, a medida que ele aprendia a ser mais maduro. Tudo em minha volta também acrescentava, os diagnósticos de Deficit de Atenção, entre outros só agravavam. apareceram então amigos novos, assim cheios de atitude, a vida foi ficando muito horrível.
Dentro de casa as brigas com o irmão mais novo de 14 anos também pioravam, fiquei grávida aos 45 anos, e foi muito sofrido, pois aguentar a pressão das brigas entre todos aqui foi caótico. Não sei como essa criança é tão calma.
Mas enfim, um belo dia meu filho me disse: - Mãe, vou andar de skate e volto lá pelas 20:00hs. Pedi que viesse mais cedo, ele disse que sim e saiu. Não o vi mais mais por um período de 12 dias.
Mas fui atrás e o achei, sem muitas pistas, mas o achei.....
Quando ele me viu, o que foi pior, não foi só a indiferença... Foi o fato de olhar para mim e dizer: - Não vou voltar! E me tratar com um descaso e um ar de deboche....
Não tive explicaçoes, nao tive nada desse filho. Penso que vivi uma mistura de emoções, acho que é um caminho que se percorre. Não busquei nada na psicologia, pois sei que para mim não ajudaria nesse momento.
Hoje, estamos separados, ele esta com o pai. Para mim, quando perguntei a ele na semana pasada como estava, me disse que tava bem.
Lavei minhas mãos, lavei meu espírito em lágrimas. Estou mais humilde, entreguei ao pai a responsabilidade que achqva que era só minha. Ele me disse com todas as palavras que estava feliz, se eu tivesse deixado ele ter sdo feliz com o pai que ele tanto ama, antes de tdo isso acontecer, tdo seria difente. Hoje rezo para que eles vivqm felizew, aposto nesse amor e entendimento, pos fui egoísa e irracional em crer que eu poderia ter feito melho, a prova de tudo esta no que houve, nao foi assim.
Essa é a história......
...."
Bjs

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As vezes os sentimentos chegam assim, num turbilhão. Acho que não é intendível para todos, para mim a sensação me parece como de afogamento. Acho engraçado me expressar assim, mas é o mais perto que consigo chegar de uma explicação.
Ontem foi assim, de repente me lembrei do Gui, e veio um turbilhão, minha garganta travou e choro tomou conta de mim. Antes eu segurava, "engolia", mas ontem não quis. Deixei o sentimento jorrar.
A dor lancinante, uma sensação de vazio, de raiva, de perda.....
Foi um dia estranho. Hoje olho para trás e me. Concentro em quem que ficar comigo, em quem esta cuidando de mim. Não quero esquecer meu filho, mas de verdade quero esquecer essa coisa horrível que sinto dele para comigo.
Vejo uma indiferença e um cinismo absurdo. Já faz um mês que tudo aconteceu e desde que ele foi para a casa da avó ( ou do pai, não sei), ele não teve a capacidade de ligar para mim.
Me sinto meio besta, achando que ele deveria ter a mesma consideração que tive durante todos esses anos.
Hoje me questiono, o que é, como é, ou como são as boas mães. Acho que fui mesmo péssima, pois o garoto nem tem um minuto para saber como estou, o que sinto, sei lá.....
Ahhhhhh..... Que vida, espero em breve parar com isso..... Estou me dando mais esse tempo, logo espero poder escrever sobre minhas coisas boas, sobre pensamentos e bobagens...
Bjs
Cin

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dream ...


Tradução

Dreamer

Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you're nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said: "far out- what a day, a year, a life it is!"
You know - well you know you had it comin' to you
Now there's not a lot i can do

Dreamer, you stupid little dreamer,
So now you put your head in your hands, oh no!
I said "far out- what a day, a year, a laugh it is!"
Your know - well you know you had it comin' to you
Now there's not a lot i can do

Well work it out someday...

If i could see something
You can see anything you want, boy
If i could be someone -
You can be anyone, celebrate boy
If i could do something -
Well you can do something
If i could do anything -
Well can you do something out of this world?

Take a dream on a sunday
Take a life, take a holiday
Take a lie, take a dreamer
Dream dream dream dream dream along...

Dreamer, you know you are dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you're nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, on no!
Oh no!

Sonhador

Sonhador, você sabe que você é um sonhador
Bem, você pode botar suas mãos em sua cabeça? oh não!
Eu digo sonhador, você é nada, mas um sonhador
Bem, você pode botar suas mãos em sua cabeça? oh não!
Eu digo "por fora - que dia, ano, vida, é essa!"
Você sabe, - bem você sabe que você o tem vindo para você,
Agora não há muito que eu possa fazer

Sonhador, seu estúpido sonhadorzinho;
Então agora você poem sua cabeça em suas mãos, oh não!
Eu digo "por fora - que dia, ano, riso, é esse!"
Você sabe, - bem, você sabe que você o tem vindo para você,
Agora não há muito que eu possa fazer;

Bem, trabalhe isso algum dia

Se eu pudesse ver alguma coisa
Você pode ver qualquer coisa que você quiser, garoto
Se eu pudesse ser alguém-
Você pode ser qualquer um, comemore garoto.
Se eu pudesse fazer alguma coisa-
Bem, você pode fazer tudo
Se eu pudesse fazer qualquer coisa-
Bem, você pode fazer algo fora deste mundo?

Pegue um sonho num domingo
Pegue uma vida, pegue um feriado
Pegue uma mentira, pegue um sonhador
Sonhe, sonhe, sonhe, sonhe, sonhe ainda...

Sonhador, você sabe que você é um sonhador
Bem, você pode botar suas mãos em sua cabeça? oh não!
Eu digo sonhador, você é nada mas um sonhador
Bem, você pode botar suas mãos em sua cabeça? oh não!
Oh não!

Manhã

Penso e repenso, s vezes cremos que a vida, amor e a dor são separadas. Não creio mais nisso. Somos sim pessoas que estão entrelaçadas em muitas teias e nem nos damos conta disso
Busco estar melhor, mas as vezes que é mais um meio de me enganar. Sei que é repetitivo dizer que sinto uma imensa dor, que nnão saberei lidar com isso e blá, blá blá...
Mas de verdade mergulhei num vazio imenso, criei meus filhos para serem do bem, para terem discernimento e poder de escolhas. Decidi ser presente, vivi colada em todos os momentos e me pergunto o que houve naquela cabeça? Jamais vou entender o que acontece hoje com ele. Sei que teve um momento de bobeira e fez algo do qual precisava (como já me disseram anteriormente, SEMPRE JUSTIFICO MEUS FILHOS).
Vejo que escolhi uma profissão da qual tenho que ser assim, tenho que ver e entender os porquês das pessoas, o que leva um ser a fazer ou ter um determinado tipo de conduta. Não quero que as pessoas olhem para mim e digam que sou condescendente, mas sou sim uma pessoa que busca a verdade do outro.
O que esta me martirizando hoje é apenas o fato de ter-me tornado uma estranha para o Gui, não sei o que acontece naquela cabeça, pois não existe mais nenhum tipo de abertura para um diálogo (qualquer tipo, nem assim tipo: chove hoje?)
Ah..........
Como é que pode isto ter acontecido?
Tenho vontade de gritar e gritar: O que está acontecendo com meu menino?????????????
Boa tarde....
Cin

Shopping

Hoje fui ao shopping, um desses que há na minha cidade. Tive uma reação visceral, não foi algo bom porque fiquei machucada. Revi momentos que passei junto com meu filho, lembrei das comidas, das risadas, das piadas, das longas tardes de almoços com cinemas e a perambulação pelo shopping, dos lanches, das conversas sem pretensão, das pessoas esquisitas que olhavamos e ríamos. éramos três pessoas felizes de nosso modo particular, enfim penso que isso acabou
Senti aquele vazio, um luto interno que não quer ser atenuado.
Meu dia acabou triste, apesar das coisas boas que tenho.
Não estou mais pensando como antes, mas não sinto que esse sentimento irá embora, ou simplesmente passe a ser mais tolerável. Não quero me punir, é algo além de mim, creio que apenas quem perdeu alguém sabe como é.
Vejo a distância entre nós aumentando vertiginosamente. Sei que meu amor não acabou. Mas a pergunta é: Como é que as coisas ficarão no futuro? Serei agora o alvo de rancor de meu filho? Nem tenho coragem de perguntar o que fiz, pois sei o que não fiz.
Estou a deriva....
Boa noite
Cin

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais um dia!

Mais um dia, momento novo... novas sensações... A dor não diminui....apenas se atenua, mas tem novas nuances de raiva e indiferença.
Penso e reflito o tempo todo. Sei que isso esta acabando com minha saúde, mas enfim acho muito difícil desvincular meus sentimentos dessa situação.
As pessoas são amigas e solidárias me dizendo sempre que preciso abrandar meu coração e deixar a culpa para lá. Mas como? Qual é a receita para fazer isso?
Como atenuar a distância, a saudade, a solidão de um coração de mãe?
Não sei.... realmente não sei.
Sinto a indiferença de meu filho nas respostas monossilábicas via msn. Quando questiono, apenas risos e desconversas como se eu estivesse vendo chifres em cabeça de cavalo. Mas o pior é o cinismo, a verdade escondida numa face de repúdio por mim. Isso é horrível, tenho me sintido a pior pessoa do mundo.
Me pergunto, fui tão horrível assim? Fui pega tão desprevenida pela nova situação que não tenho uma postura definida para colocar em palavras ou sentimentos como devo me sentir.
Vejo as marcas no coração de um jovem que sofre, vejo sim meu filho perdido em pensamentos odiosos e mergulhado na própria dor e é ainda pior saber que ele não tem a menor idéia do que está acontecendo com ele. Mas não me sinto capaz de aguentar mais esse golpe.
Queria dizer que nunca errei ao criar um filho, pura e simples mentira, errei e errei feio, não tive um bom aprendizado. Mesmo sabendo que isso não ajuda em nada neste momento é o único argumento que posso usa.
Apenas amei, amei da maneira que pude... errada, torta, pequena, egoísta enfim... apenas amei meus filhos. Dei amor demais, brinquedos demais, liberdade demais... não sei !
As pessoas me acusam de tudo isso, talvez até tenha começado a aceitar ao ver que meu filho (este que amei de maneira absurdamente verdadeira) me virou as costas e me deu mais culpas, como se já não fosso ruim o suficiente fugir de casa....
Culpas essas que vem da fuga em busca de uma liberdade enganosa, da distância das regras que lhe eram impostas dentro desta casa, da mãe que o amava e não sabia que tão mal estava lhe fazendo...
Ah vida ... vida que tem cobrado de mim um preço muito alto por estar sozinha e não ter conseguido dividir o fardo da educação de um jovem como meu filho.
Mais um dia... de cobranças e medos. Medo também pelo futuro dessa pessoinha que amo demais.
Abraços ...
Cin

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

DOR

Quando eu era adolescente, li "A gente venturosa pouco sabe da vida. A dor é a verdadeira educadora dos homens; foi ela que nos ensinou as artes, a poesia e a moral, foi ela que nos inspirou o heroísmo com a piedade, foi ela que deu valor à vida permitindo fosse esta sacrificada, foi ela, a boa e sublime dor, que no amor colocou o infinito. "  Anatole France
Nunca essa frase ficou tão nítida na minha mente e no meu coração. Sorte eu ter dois filhos maravilhosos que estão me dando suporte nesse momento tão devastador. Não sei se essa dor é pela perda literal, ou separação (podemos dizer assim), ou pelo fato de estar me sentindo traída e enganada por uma pessoa que eu amava e amava. Hoje me parece que sobrou apenas indiferença.
Uma pessoa me disse ao longo de tudo o que houve, que eu sou sim culpada pelas escolhas que meu filho fez. Acredito nisso, mas acreditava também que tinha lhe ensinado a capacidade de escolher entre o certo e errado, e ainda a capacidade de pensar em tudo que poderia causar em mim a sua escolha. Acho que o egoísmo foi dele também.
Hoje estou entre duas grandes forças a dor que me acaba durante os dias e nos meus sonhos intermináveis. Acordo cansada e sujeita a perguntas e questionamentos mais profundos por conta disso.
A outra grande força é a mágoa. Nossa isso me arrebata. Acho que é dessa vertente de mim que ele puxou seu próprio egoísmo. Eu sinto que o fato de ter-me deixado, para procurar uma saída para seus problemas de adolescentes, sem perceber o que implicava isso foi algo que acabou comigo.
Penso e penso, será que lá de onde está agora consegue ter a dimensão do que eu estou vivendo?
Sinto que uma parte de mim foi arrancada, estou mutilada e a dor é insana. Dou graças pelo meu filho estar bem, por eu ter tido a felicidade de tê-lo encontrado antes que algo pior tivesse acontecido. Eu o perdôo por ter saído de casa, mas não consigo perdoá-lo pela indiferença e até mesmo o desprezo que parece ter por mim.
Sou mãe, e estou sangrando atingida pela minha falha, pelo meu despreparo, pela minha arrogância. Perdi meu filho e não me pordôo....
Vai meu agradecimento a todos os amigos, santos e Deus por estarem comigo, agradeço ao meu filho Ale por ficar ao meu lado me amando e me amparando, ao meu bebê por ser meu suporte, e à minha família.
Vou continuar escrevendo para ver se fico vazia desse sentimento horrível...
Mais um dia..............
Beijos  




Michael Bublé - "Home" Official Music Video

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Meu desabafo.......................................................
Criei este espaço e o deixei aqui quieto, achei que seria fácil escrever... Não é !!!!
Mas como na vida tudo é dinâmico e não temos mesmo muito domínio, pois estamos constantemente sendo alvo das variáveis que não podemos controlar, a vida nos dá direções. Então estou aqui escrevendo.
As reviravoltas foram tantas que esse foi meu jeito para desabafar.
Minha vida e a de tantas outras pessoas tem sido mexidas, nos recônditos mais íntimos... Nos sonhos para nossos filhos. Temos sido alvo de tudo que vem de fora, não temos mais como controlar aquilo que deveria ser simples.
É fácil quando se está de fora e não se tem a tal da emoção envolvida. Todas as pessoas, família, amigos ou não tem uma receita pronta para criar filho, tem uma idéia ou noção de certo ou errado.
Tudo mentira, nada disso dá certo. A nossa intuição de mãe é que dá o tom, não ignore isso, pois 90% dos casos você estará certa, o resto jogue no lixo.
Cada um vê sua vida e a leva de um jeito, portanto, entenda o que acontece com você e sua criança, assim quando ela entrar no período da adolescência tudo mudar você terá um rumo a seguir.
Nossos filhos ficam a mercê de seus hormônios, da sua coragem desmedida frente a vida, de seus medos internos de encarar o futuro e o que fazemos nós? (o que fiz eu?) NADA! Achamos que as coisas são fáceis, não são. Achamos que é condição natural, pois foi assim conosco e eles deverão passar por tudo da mesma forma.. Balela! O mundo mudou, a sociedade mudou... e3stamos na fase da felicidade obrigatória, da facilidade, tudo vai e vem. Acorde você que é pai ou mãe e tem filhos. Pense que nada é como você conhece, procure adaptar-se a esse novo contexto, entenda o que acontece com nossos jovens. Não pense que é fácil, pois temos que quer rédeas curtas nesse mundo que todo  mundo só pensa no fácil...
Proibimos coisas que outras famílias não o fazem, já somos rotulados. Acreditamos em coisas de nossas experiências e nos debatemos com as críticas incontroláveis de todos os lados... O que fazer?
Ainda acho que temos que ter um peso e uma medida para cada situação. Mas, o mais simples é o que dá mais resultado. Conhecimento, comunicação, amor e regras são chaves de ouro.
Vejo que a minha dificuldade de casar essas coisas com o que vem de fora do binômio mãe e filho, foi uma dos causadores de conflito. Sinto que quis agradas a todos e não respeite o meu jeito de ser. Mudei para adaptar-se a uma vida diferente que eu vivia e me perdi... acabei perdendo no caminho a mão que segurava esse filho que
Daí minha culpa, agora penso, e essa raiva de onde vem? Acho que do não reconhecimento, porque achava que tinha feito um bom trabalho, achando que amor era quase um tudo... esqueci quase... Esse ingrediente que me fez perder para os atrativos da vida, a liberdade, o riso fácil, a falta de responsabilidade, a rua, os amigos mais descolados, a alegria do fácil, a dinâmica das drogas.
Admitir o erra é muito difícil, admitir a fraqueza é muito difícil... Mas viver sem a companhia, o riso e o amor de seu filho é o pior....
Hoje comecei escrevendo assim, porque meu filho preferiu ir embora de casa a fica comigo... A rua foi a sentença do belo, do fácil, do melhor... Fui atrás e não o deixei buscar por si seu lugar, ainda acho que ele é imaturo o suficiente para fazer esse tipo de escolha.
Ele não está mais comigo, por muito motivos internos de seu coração, mora longe de mim.... Não tenho mais seus braços e seu jeito, sua brincadeiras e sua companhia... só lembranças do que tive e vivi com esse menino meigo e amável, nesse tempo que tentei fazer o que era certo....
Hoje nossa relação é difícil, cheia de rancor e culpa, cheia de cobranças e discussões. Sei que não tenho mais acesso a esse coração triste e desconfiado. Sua fuga me diz exatamente que falhei em estar com ele, a sua escolha foi ficar loge para poder colocar tudo em ordem dentro de si... Mas confesso que no meu egoísmo sinto uma dor tão grande e um vazio tão profundo que não há maneiras para descrever essa tristeza e luto que tomaram conta de mim.
Graças a Deus que tenho meus outros meninos, que de uma forma ou de outra estou podendo amar e cuidar. Espero que meu amor seja suficiente, que meu aprendizado seja corajoso e os conduza num caminho sem tantos percalços. Quero que eles saibam o quanto são importantes para mim e que estarei (como estive) sempre ao seu lado.
Só me resta amar e pedir perdão....
Meu filho espero que esteja feliz, rezo para que sua vida aí seja melhor. E que de algum modo seu pai, minha mãe e seus tios possam fazer por você o que eu não consegui... Te amo...