Páginas

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais um dia!

Mais um dia, momento novo... novas sensações... A dor não diminui....apenas se atenua, mas tem novas nuances de raiva e indiferença.
Penso e reflito o tempo todo. Sei que isso esta acabando com minha saúde, mas enfim acho muito difícil desvincular meus sentimentos dessa situação.
As pessoas são amigas e solidárias me dizendo sempre que preciso abrandar meu coração e deixar a culpa para lá. Mas como? Qual é a receita para fazer isso?
Como atenuar a distância, a saudade, a solidão de um coração de mãe?
Não sei.... realmente não sei.
Sinto a indiferença de meu filho nas respostas monossilábicas via msn. Quando questiono, apenas risos e desconversas como se eu estivesse vendo chifres em cabeça de cavalo. Mas o pior é o cinismo, a verdade escondida numa face de repúdio por mim. Isso é horrível, tenho me sintido a pior pessoa do mundo.
Me pergunto, fui tão horrível assim? Fui pega tão desprevenida pela nova situação que não tenho uma postura definida para colocar em palavras ou sentimentos como devo me sentir.
Vejo as marcas no coração de um jovem que sofre, vejo sim meu filho perdido em pensamentos odiosos e mergulhado na própria dor e é ainda pior saber que ele não tem a menor idéia do que está acontecendo com ele. Mas não me sinto capaz de aguentar mais esse golpe.
Queria dizer que nunca errei ao criar um filho, pura e simples mentira, errei e errei feio, não tive um bom aprendizado. Mesmo sabendo que isso não ajuda em nada neste momento é o único argumento que posso usa.
Apenas amei, amei da maneira que pude... errada, torta, pequena, egoísta enfim... apenas amei meus filhos. Dei amor demais, brinquedos demais, liberdade demais... não sei !
As pessoas me acusam de tudo isso, talvez até tenha começado a aceitar ao ver que meu filho (este que amei de maneira absurdamente verdadeira) me virou as costas e me deu mais culpas, como se já não fosso ruim o suficiente fugir de casa....
Culpas essas que vem da fuga em busca de uma liberdade enganosa, da distância das regras que lhe eram impostas dentro desta casa, da mãe que o amava e não sabia que tão mal estava lhe fazendo...
Ah vida ... vida que tem cobrado de mim um preço muito alto por estar sozinha e não ter conseguido dividir o fardo da educação de um jovem como meu filho.
Mais um dia... de cobranças e medos. Medo também pelo futuro dessa pessoinha que amo demais.
Abraços ...
Cin

Nenhum comentário:

Postar um comentário